E eu nunca tinha ficado alegre e triste em tão pouco tempo, em tão poucos 2 minutos. Daqui eu não vejo os olhos, não acompanho passos, não vejo o corte de cabelo nem as roupas vestidas. Daqui só sinto, mesmo que só. É certo e insano. Quero voar, literalmente. Quero tirar meus pés do salto, do chão. E de novo a felicidade aparece, entra sem ser pela porta, pois está longe demais para isso. A felicidade aparece de supetão, quando eu menos espero, apesar de esperar o tempo todo. Não sei o que é isso, só sei que meu coração acelera e meus lábios ficam sorridentes. E por mais que não me pergunte, eu digo que é de verdade. Posso com muitos até brincar, mas com você eu sempre falei sério. 

Por: Andressa Martins S.M.B.

Me apaixonei quando fui me despedir. Ir embora. Partir. Alguns olhares e desolhares. Vergonha. Vermelha. Ah, que raiva. Raiva dessa minha enorme facilidade de me apaixonar tão facilmente, tão rápido, tão sem sentido. Nuvem. E o pior, desapaixono mais rápido ainda, sem ter razão. Mas o fato é que me apaixonei, desde ontem, mais ainda hoje, quando fui me despedir. E ele sequer olhou pra mim; até olhou, mas com pouco interesse. Ele olhou pros cabelos amarelos do meu lado. E já estou com vontade de tingir meu cabelo, como se a culpa fosse se estender a cor de meu cabelo. Mas não, talvez eu não fosse tão interessante assim, mas que eu me apaixonei, isso é uma verdade. Sabe uma paixão platônica? É, essas são das boas. Pegam a gente sem se sentir, depois nos deixam sem respirar. Droga, onde eu tava com minha cabeça? Meu coração não se apaixona fácil assim, mas minha cabeça é teimosa, sempre quer ter alguém pra pensar, sonhar...Mas aí já é demais, na hora da despedida, da partida, de sumir? Ah não, onde meu juízo foi se enfiar? Se bem que não mais o conheço, nem recordo de quando o tive. Mas meu Deus, porque logo hoje que eu tinha que dormir? Papai do céu, eu sei, eu já sei...hoje não mais durmo, vou pensar na vida que poderia ter sido e não foi, depois cochilarei com os fones de ouvido,a mesma banda, a mesma música, a mesma parte: “Jackie uma menina tão bonita que enjoa.Enjôo de vertigem. viagem de avião.”


por: Andressa Martins S.M.B.
em: (um dia qualquer do fim de semana)


p.s: Texto completamente surreal,nada condiz com minha realidade atual, é só um texto sobre a fragilidade dos laços humanos. Qualquer semelhança com história de vocês, leitores, é mera coincidência. Eu escrevo, vocês se identificam ou não.
AbraSSo!
Cicatrizando


E meu coração cansado, ofegante, tenta por mais uma vez respirar. Sem aparelhos, sem ajuda de ninguém. Sequer de mim mesma.

Por: Andressa Martins S.M.B.
em: 21/02/2011 
exatamente às 23:00h 


Na minha vida eu troco a palavra "sonhos" por "metas". O mundo da subjetividade é muito mais doloroso do que uma vida objetiva.
 Quem quiser, que pense o contrário.

Por: Andressa Martins S.M.B
Janelas 

Abri uma janela cuja a vista era o nada, me iludi com coisa nenhuma. O vento, as vezes raro, as vezes lento, impediu que eu a fechasse. O céu era quase azul, e o nada? Ah, o nada eram os prédios em frente a minha casa, que não me deixavam ver o céu.


p.s.: Entendam do modo objetivo (da janela e dos prédios) e do modo subjetivo (o sentimentalismo).


e como meu amigo Thiago Doh dizia: " Hoje, sem abraços, eles me fazem lembrar e não pensar. "


Por: Andressa Martins S.M.B
A trave no olho
Ah, como eu queria. Queria tanto ouvir alguém dizer o que por tanto tempo quis ouvir, e na verdade é verdade. Mas não diz. E vivo a jogar ensinamentos baratos, clichês, ditados populares na cara, e é tudo quase em vão. Tire a trave do seu olho, olhe a seu redor, veja o que lhe mantém vivo. Assuma sentir necessidade das pessoas, do sentimento. Tire a trave do seu olho, dê valor enquanto tudo continua aqui. Te digo talvez pela ultima vez, em tom de apelo: “tire a trave do seu olho, que de meus olhos, eu tiro o cisco”. 

por: Andressa Martins S.M.B.
end.
Quando senti sua falta, olhei meu celular algumas tantas vezes, na esperança de talvez encontrar algum rastro que levasse você até mim. E nada, nenhuma mensagem, nenhuma ligação, nada. E de nada, a vida foi fazendo uma relação inteira, pseudo-duradoura. Mas que hoje, posso dizer ter chegado ao fim.

por: Andressa Martins S.M.B.
Dias atrás

Bem acordada, quase sonhando
Um tanto quase completamente feliz.
Olhares, cheiros, abraços
Nada é como um dia qualquer.
Nem se pode descrever
Tentar qualificar
Só sentir, não falar.
Não quero que você acorde,
Gosto de vê-lo dormir
Meu travesseiro,
Meu dengo, desejo.
Um gosto, um rosto
Pertolonge
Dias atrás.
Noites desiguais.

por: Andressa Martins S.M.B
Sete Ondas

Ano novo e dessa vez VIDA NOVA. Esse ano não fiz pedidos nem promessas e espero me livrar dessas coisas que me prendem a algo que não me levam muito longe. Quando pulei as minhas sete ondas, agradeci tudo que me aconteceu em 2010, tanto as coisas boas como as ruins e tinha uma ideia em mente: deixar 2011 me levar, sem rumo, pra qualquer lugar.


Por: Andressa Martins S.M.B
O tempo passa, mas não muda.


Ninguém nunca olha nos olhos de alguém por quem já foi muito apaixonado . Isso eu bem que sei . A paixão volta, o tumulto alardeia, o coração ameaça sair pela boca e no estômago não só ficam as borboletas, mas também os grilos . Nunca pensei, mas não posso fazer nada além de me controlar . De fato, amores antigos sabem pouca coisa sobre a gente, ou nada sabem, nem sei; mas o que eles realmente sabem é como incomodar, como abrir uma ferida cuidadosamente cicatrizada, como fazer outro corte de faca cega, mais dolorida . Se algo não deu certo é porque não era pra dar e ponto final . Talvez nem seja assim, mas tem que ser, tem que continuar sendo . Tempo, planos, sonhos; o mundo muda . O coração, não .
Andressa Martins S.M.B.